Os livros que nos fazem querer mudar o mundo

Livros para mudar o mundo

Este é um artigo introdutório a série de resenhas e comentários que serão postados aqui a partir de agora sobre “livros para mudar o mundo”. Na foto não estão todos!! 😉 Mas no link quase...

Como mudar o mundo? David Bornstein faz a pergunta e compartilha alguns exemplos de empreendedores sociais que fizeram a diferença, mudaram o mundo de alguma forma. Já Muhammad Yunus, conta como se tornou um banqueiro para os pobres, idealiza um mundo sem pobreza e propõe um modelo de negócio social. Jeffrey Sachs faz a proposta: o fim da pobreza. Mas Willian Easterly comenta o “fardo do homem branco” e crítica o modelo de ajuda humanitária dos últimos anos.

O americano Paul Polak divide suas experiências em inovação social nas áreas rurais e desenvolve novos conceitos de design “para os outros 90%”. Enquanto isso, a francesa Esther Duflo e o indiano Abhijit V. Banerjee estudam sistematicamente no MIT e ao redor do mundo o impacto de intervenções humanitárias como o uso de redes antimalária e campanhas de prevenção da Aids por meio de “avaliações aleatórias” (randomized evaluation), usufruindo de experimentos e grupos controle.

C.K. Prahalad abre os olhos dos economistas ao comentar sobre a  existência de uma possível riqueza na “base da pirâmide”, fazendo referência a teoria de outro economista chamado Maslow. E.F. Schumacher já havia dito: “O importante é ser pequeno”. Ao mesmo tempo, Duncan Green, da Oxfam International, reune em mais de 600 páginas, ideias para transformar a pobreza em poder, por meio de cidadãos ativos e governos efetivos. E se o mundo dos negócios também traz o submundo dos negócios, Robert Neuwirth conta histórias do chamado “sistema D” e os impactos da economia informal no planeta.

O desenvolvimento é chave fundamental para a conquista de direitos e da liberdade de escolha, segundo Amartya Sen. Depois, ele e Bernardo Kliksberg discutem um mundo levando em conta as pessoas em primeiro lugar. Enquanto isso, de um lado Michael Edwards acredita que os negócios não podem salvar o mundo; do outro, Peter Singer acredita no potencial que cada um de nós têm de fazer a diferença na vida de pelo menos uma outra pessoa. Aneel Karnani já faz uma análise mais complexa, tentando entender o papel de cada ator para “lutar conjuntamente conta a pobreza”.

Nós brasileiros não ficamos de fora, já que nossos vícios privados e os benefícios públicos foram escancarados por Eduardo Giannetti numa reflexão muito cuidadosa. Antes disso, Mariana Fix acompanha de perto como nos tornamos facilmente parceiros da exclusão de milhões de pessoas, o tal “Planeta Favela”, descrito mais do que detalhadamente por Mike Davis. De volta ao Brasil a vasta experiência de Eduardo Marques chega a uma importante conclusão acerca do impacto das redes sociais de cada um sobre segregação e pobreza. Claro, sem esquecer o vasto trabalho de Nabil Bonduki e Raquel Rolnik traçando as origens da habitação social por aqui.

Estes é apenas um texto provocativo introdutório a alguns dos conceitos discutidos na lista de livros recomendados pelo Mochila Social. A partir de agora, começarei a produzir pequenas resenhas e comentários destacando os principais pontos destes livros que nos fazem querer – e aprender – a mudar o mundo! A lista completa de sugestões mora aqui! (e está quase sempre atualizada com o que eu já li).

Em breve, a criação de um grupo de estudos sobre estes livros e temas abordados 😉

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