Eu sei. Ou não sei

Como o blog estava um pouco desatualizado (por “férias” e um momento de reorganização dos textos aqui da Índia), resolvi postar um texto que achei no meu e-mail de 2005. Mandei este texto para o meu próprio e-mail na época e reli ele agora com outros olhos… Achei interessante.

Eu sei. Ou eu não sei.

Ninguém consegue entender, eu não preciso de ajuda, eu não tenho duvidas. O onda que leva o mundo atual, joga as pessoas para um futuro programático, eu sei que a vida não precisa ser desse jeito, com as escolhas seguras e a descaracterização da pessoa. Eu acredito nas atitudes, mas antes delas, vêm os desencontros e são esses que arruínam qualquer tentativa de mudança.
Sistemas individuais de defesa afastam os sentimentos da realidade, permitindo que apenas a razão se manifeste, e dessa forma, jogamos a sensibilidade para um plano irreal, um lugar onde habitam bêbados e drogados, loucos e mal-amados. Mas por que é tão difícil viver intensamente, poder ser quem você é, poder fazer as coisas como elas deveriam ser. Eu cansei da realidade coletiva, da marginalização do ser diferente e da negação do passado. É necessária a libertação ideológica, a vitoria sobre o sistema que nos exige uma diferença social, impondo a pessoas naturalmente boas que mergulhem em seus empregos e ganhem seu salários para que mantenham suas instáveis
situações. Por que não nos perguntam o que sabemos fazer, ou o que gostaríamos de fazer? Por que esquecem-se que somos diferentes uns dos outros, que cada um possui habilidades e interesses diversos, e que não é permitido que nos contem como números, nos taxem por documentos e certificados que nada tem a dizer sobre cada um de nos? Fuja das pessoas que te
ajudam sem perguntar se você quer ou precisa ajuda, pois muitas delas, estão angustiadas com a situação e o fazem apenas para que você se enquadre na paisagem perfeita e deixe de ser um incomodo visual para ela.
Não se reprima em tentar mudar o mundo, muitos já tentaram e muitos já conseguiram, mas parece que nos cansamos ou que simplesmente nos conformamos de que nada mais é possível. Porem, a cada dia que passa e nada fazemos, estamos matando a nos mesmos, e não em
quantidade de vida, pois fazem-nos acreditar q estamos vivendo cada vez mais, mas na verdade alienados já não pensam, já não sentem, já não creem…já não vivem.

 

 

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