Social Mashup

Participei na quinta e sexta passada de um evento muito interessante para empreendedores sociais aqui na Índia. Organizado pela Unltd Índia em parceria com a Ashoka Índia e a Indian School of Bussiness (ISB). O seminário de dois dias, chamado Social Mashup, é uma oportunidade para compartilhar experiências de empreendedores sociais que vêm atuando em questões chave do país.

Algumas coisas interessantes:

– Um site internatcional dedicado exclusivamente a troca de experiências, aprendizados e materiais específicos para cegos. Essa é a ideia do Inclusive Planet, que começou na Índia com a premissa de que a melhor pessoa para ajudar alguem com deficiência visual é outra pessoa com a mesma questão. A proposta é bem interessante: no site há um espaço para compartilhar “problemas” ou “soluções” diárias e assim criar uma rede de conhecimento entre os cegos do mundo. Ainda há barreiras de linguagem e de acessibilidade ao portal, mas o projeto esta em fase de expansão.

Gostei bastante da colocação do coordenador do Centre for Internet and Society, Sunil Abraham, ao criticar o “fetichismo” da personalidade do empreendedor social. Ele questionou o real papel do índividuo na mudança social, afirmando que, de certa forma, até a ideia mais individualizada passa por um processo de criação coletiva para tomar forma. Ele também comentou que às vezes é importante parar de tentar redescobrir tudo, mas sim utilizar o conhecimento já existente direcionado para um novo propósito. “Dar escala a um projeto não é fazer dele imenso e homogêneo, mas sim personalizar seu projeto e adaptá-lo a cada nova situação”

Por último queria destacar um conceito que eu não conhecia e achei muito interessante. Foi colocado por um consultor do Acumen Fund, um fundo de investimento para iniciativas sociais em diversos estágios.

Best Affordable Charity Option (BACO) ou algo como a melhor opção de “caridade” acessível. A ideia é muito interessante: antes de fazer um investimento, um cálculo simples mostra qual seria o impacto direto se essa mesma quantia fosse usada de uma só vez para uma ação “assistencialista”. Por exemplo: a transmissão da Malária pode ser evitada com o uso de telas e redes em volta da cama, as chamadas Bednets. Se o Fundo quer investir U$200.000 nessa questão, primeiro avalia quantas dessas redes já existentes poderiam ser compradas com esse dinheiro agora. Depois, avalia o novo emprendedorismo que propõe a construção de fábricas e uma nova tecnologia de produção dessas redes, com maior eficiência e menor custo no longo termo. Assim, é possível ter uma ideia básica de qual ação pode ter um impacto social mais amplo no longo prazo e fazer “a escolha certa”. Essa é pra pensar…

Vale um destaque para o campus da ISB é de dar inveja a qualquer universidade do mundo. Infra-estrutura de primeira e arquitetura fascinante.

(Estou com outros textos atrasados… )

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